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  CAPíTULO 4: Energia

  O ar no escritório de Charles n?o era apenas pesado; parecia pressurizado, como se uma tempestade localizada estivesse aprisionada entre as quatro paredes revestidas de madeira. Era uma sala de contrastes violentos. Telas holográficas de alta tecnologia, cintilando com um código azul em cascata, piscavam ao lado de livros antigos encadernados em couro. Era um paradoxo visual — a vanguarda de um futuro aterrador apoiada nos ombros de um passado esquecido.

  Charles estava parado junto a uma janela que ia do ch?o ao teto, com vista para o vale encoberto pela neblina. Daquela altura, Eldvorn parecia uma placa de circuito brilhando na escurid?o, alheia à máquina divina que o observava de cima. Naquele momento, Charles n?o parecia um herói nem um monstro; parecia um homem consumido pela própria sombra.

  “Você quer entender”, come?ou Charles. Sua voz era quase um sussurro, um fio rouco lutando contra o zumbido constante e grave dos servidores. “Você quer saber por que um homem com o poder de mudar o mundo escolhe viver em um túmulo.”

  Ele se afastou da janela e retirou o tecido pesado da manga. Os adolescentes engasgaram. N?o era uma prótese. N?o era uma luva. Era um pesadelo de bioengenharia. Uma série de condutos metálicos — feitos de uma liga estranha e translúcida — estavam fundidos diretamente em seu rádio e ulna. Energia azul, líquida e luminosa, fluía por esses tubos como sangue artificial.

  “Em 2017, eu n?o apenas sobrevivi ao 'Grande Acidente'. Eu me tornei o epicentro dele”, disse Charles, com os olhos refletindo o brilho azul. “Meu corpo n?o é mais um sistema biológico. é uma máquina cinética. Cada batida do meu cora??o gera energia bruta suficiente para arrasar um quarteir?o inteiro. Se eu n?o liberar essa energia… se eu n?o lutar… eu detono.”

  Mark deu um passo à frente, a curiosidade superando o medo. "Ent?o o regulador no seu bra?o... é literalmente uma válvula de press?o."

  “Exatamente”, Charles assentiu. “Nasci um prodígio, mas renasci como uma bomba. Tentei fugir. Adotei o nome Josh por alguns anos, tentando me misturar. Mas fantasmas n?o têm vidas. Eles só têm assombra??es.”

  Níla olhou para a luz azul, com a m?o tremendo. "Mas as pessoas... elas te chamam de criminosa."

  Charles deu uma risada seca e oca. "As pessoas precisam de um vil?o para as tragédias que n?o conseguem explicar. Eu sou um alvo fácil. Eu as salvo porque é a única maneira de pagar os juros de uma dívida que nunca poderei quitar completamente."

  FLASHBACK: O Momento da Fratura

  A lembran?a atingiu Charles como um soco no est?mago. Ele tinha treze anos de novo. O por?o da casa de sua infancia era um santuário de fios e pe?as de computador reaproveitadas. Ele havia encontrado uma maneira de conectar o movimento cinético ao armazenamento infinito de energia.

  This narrative has been unlawfully taken from Royal Road. If you see it on Amazon, please report it.

  “Charles, venha jantar!” chamou uma voz de cima — a voz de sua m?e, que ele n?o ouvia há nove anos.

  “Só mais cinco minutos!”, ele gritou de volta.

  ?He had turned the dial. Just one millimeter. The "Singularity Core" didn't hum; it groaned. Then, the world turned violet. Charles remembered the feeling of his skin unmaking itself, his DNA being rewritten by a light that shouldn't exist. He remembered the screams—not just from his house, but from the entire district—as the energy wave rippled outward, turning the neighborhood into a graveyard.

  ?He was the spark. And Gregor… Gregor was the fuel.

  ?PRESENT DAY: The Abduction

  ?“I was the spark,” Charles said, his voice cracking. “And Gregor… he was my father's partner. He tried to pull me away from the core. He absorbed the radiation my body rejected.”

  ?Before anyone could ask who Gregor had become, the mansion shuddered. It wasn't a seismic tremor; it was a targeted impact. A roar of pure, unadulterated hatred tore through the night, shattering the reinforced glass of the study.

  ?“CHARLES O’BRIEN! YOUR DEBT IS DUE!”

  ?The voice belonged to Barstwar, the titan of obsidian and plasma. The mansion's alarms wailed, but they were drowned out by the sound of stone being pulverized.

  ?“Get to the basement! Now!” Charles roared. His suit began to deploy—nanotech plates locking into place with sharp, metallic clicks.

  ?The teenagers scrambled toward the door, but the ceiling above them exploded. Dust and debris rained down as Barstwar’s massive hand, glowing with a sickening violet light, reached through the wreckage. The monster didn't just want Charles; he wanted to hurt Charles by taking what was in the room.

  ?“He’s here!” Medellín screamed, her camera falling to the floor but continuing to roll, capturing the chaos in tilted, frantic frames.

  ?Charles launched himself into the air, a streak of blue light slamming into Barstwar’s chest. The collision sent a shockwave that flattened the furniture. “Gregor, stop! This won't bring anything back!”

  ?“NOTHING CAN!” Barstwar shrieked.

  ?The monster swiped at the air with impossible speed, catching Charles and throwing him through a structural wall. With Charles momentarily sidelined, Barstwar turned his glowing, plasma eyes toward the group.

  ?Níla had tripped over a fallen oak beam. As she struggled to stand, Barstwar’s massive hand descended.

  ?“No!” Saínt shouted, loosing a desperate arrow that shattered against the monster's skin.

  ?In a blur of violet motion, Barstwar snatched Níla from the ground. She was tiny in his massive, glowing palm. She didn't scream; she looked the monster in the eye with a defiance that seemed to surprise even the beast.

  ?“NíLA!” Kairo lunged forward, but a pulse of energy from Barstwar sent him reeling across the room.

  ?Charles emerged from the rubble, his mask cracked. He saw the monster crouch, preparing to leap. “DROP HER!”

  Barstwar soltou uma risada gutural que soava como pedras sendo moídas. Com um último olhar de ódio para Charles, o gigante se lan?ou através do telhado em ruínas para o céu escuro e tempestuoso, carregando Níla como um troféu. Ele desapareceu nas nuvens num rastro de faíscas violetas.

  A sala mergulhou num silêncio aterrador, quebrado apenas pelos solu?os silenciosos de Medellín e pelo trov?o distante.

  Níla havia desaparecido. A montanha estava silenciosa novamente. E os cinco agora eram quatro, de pé nos destro?os de uma verdade que nunca deveriam ter conhecido.

  Kairo se levantou, o rosto coberto de fuligem, os olhos frios e penetrantes. "Temos que ir atrás dela. Agora."

  Charles ergueu o olhar, os olhos ardendo em chamas azuis. "Ent?o iremos para as Zonas Silenciadas. E que Deus nos ajude a superar qualquer obstáculo que surgir em nosso caminho."

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