Uma lan?a perfura.
Uma espada corta.
Mas nenhuma delas é responsável pela dor que deixam.
A ferida n?o pertence à lamina.
Pertence à m?o que a segura.
Nós, humanos, temos a tendência de perder o controle dependendo da ocasi?o. Ainda assim, seguimos em frente. é o que fazemos.
Mas alguns… n?o seguem.
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Alguns se lembram.
E a lembran?a é perigosa.
Ela pode aquecer o cora??o com nostalgia.
Pode confortar.
Pode entristecer.
Ou pode transformar-se em algo pior.
O problema n?o é a lembran?a em si.
é quando ela deixa de ser memória…
e se torna sentimento.
Quando isso acontece, ela se infiltra na alma como veneno lento.
Impregna a mente.
N?o desaparece.
Ela exige algo.
Uma resposta.
Uma repara??o.
Uma pendência.
E quando essa pendência n?o é resolvida…
Nasce o ódio.
O ódio n?o apenas persegue quem o carrega.
Ele busca aquilo que o criou.
N?o importa se foi uma espada, uma lan?a ou uma palavra.
Importa quem segurou a arma.
Importa quem corrompeu uma alma boa…
E a transformou em algo que o mundo aprenderá a temer.

