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  Quando me recuperei, fomos ambos subir uma pequena colina, no topo havia um penhasco, olhando para baixo pude ver um lago, a correnteza era bem forte e ele era profundo, devia estar a uns sessenta metros a baixo de nós.

  —é bonito n?o é? Seu maior problema é a resistência desse corpo frágil. Vamos aprender tudo que é necessário para uma luta, aí você n?o terá mais problemas com nada disso.

  Olhei para ela, confuso.

  —Sua primeira li??o será aquele rio!

  Depois apontou para o lago lá em baixo.

  —N?o fique parado, vai logo!

  Depois me chutou do penhasco, eu estava sem rea??o, depois de processar tudo... Minha vó é louca?! —Sua tarefa será sair do lago, cuidado para n?o morrer, haha!— como ela pode rir depois de me chutar?!

  Cai no lago e afundei.

  Olhei para cima e via o sol batendo na água, a correnteza era t?o forte, e o lago t?o frio...

  Conforme eu afundava, ficava tudo escuro, eu olhava para baixo e percebia o qu?o profundo era, o fundo n?o era observável, parecia o abismo que eu enfrentei até agora para aprender o básico, será que os génios prodígios sentem isso?

  Depois olhei para a superfície novamente, nadar até lá em cima e enfrentar a correnteza era algo quase impossível para mim, comecei a bater os bra?os e pernas até come?ar a subir para cima, mas antes de chegar na superfície eu me cansei.

  Rapido eu tinha chegado ao meu limite fisico, mas se n?o conseguisse alcan?ar o alto, eu iria morrer...

  Ninguém vai me ajudar né, se eu n?o buscar minha própria luz... Ela n?o vai aparecer para mim, nunca.

  Mesmo cansado, eu nadei, nadei com for?a e raiva, por saber que existem pessoas que n?o precisam passar por aquilo, só nascem fazendo melhor que eu, que inveja!

  Cheguei na superfície e o segundo obstáculo estava ali, a correnteza me afastando da costa, nadar contra ela é t?o difícil, mas era aquilo que eu devia fazer para desenvolver meu corpo, com a correnteza, algumas pedras me acertavam fortemente, dói bastante pra falar a verdade, meu corpo adormecido pelo frio diminuía a dor momentanea, mesmo com as pancadas, eu n?o podia parar...

  Mas aquilo era t?o cansativo, eu quero desistir! Eu quero o colo da minha m?e, eu quero a prote??o do meu pai, quero que minha avó me entregue comida!

  —Vai!

  Am? Por que minha vó gritou?

  —Vai, eu sei que você quer desistir, mas o mundo n?o vai te esperar, Akira!

  Se você n?o puder moldar sua história sozinho, ninguém vai! Se você deseja algo, ent?o sobreviva e aumente seu nível para alcan?ar ela, creio que você só quer voltar pra casa e descansar, mas e depois? Vai se frustrar por n?o conseguir evoluir? N?o, ent?o continua!

  Eu ouvi aquilo, e mesmo n?o querendo concordar, eu precisava... Eu n?o posso ver minha m?e, minha família e meus amigos se eu afundar aqui, eu quero lutar com meu av? e meu pai, eu quero manusear uma espada!

  Nadei, nadei com for?a contra a correnteza, as pedras me atingiam sempre, meu corpo dormente e cansado, mas pude agarrar na costa e sair, cai exausto no ch?o, eu fiquei vários minutos naquele inferno frio, só quero descanso agora...

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  —Muito bom!

  Minha avó se aproximou de mim, sorrindo e me parabenizando.

  —Agora levanta, temos muito o que fazer ainda!

  Como assim "levanta"? Eu quase morri!

  —Vamos, avance!

  Ela n?o ia desistir... Me ergui curvado, a dormência estava passando, e eu pude sentir as dores pelo meu corpo, depois das pedradas e o alto esfor?o.

  Ela amarrou nos meus punhos e calcanhares pequenos pesos de duzentos gramas cada um, depois me mandou seguir ela, obviamente eu n?o conseguia sair do lugar, ent?o tentei me arrastar, mas um grito veio dela, dizendo que eu tinha que ficar de pé.

  Mesmo cansado e com dores?! Com todas as for?as eu me levantei, curvado e quase caindo, minha avó me olhou com uma face neutra e voltou a caminhar, eu a segui praticamente me arrastando, andamos e andamos, acho que foi um caminho de cinco quilómetros, eu cai inúmeras vezes pelo caminho, até engatinhei em uma parte do caminho de t?o cansado, quando tropecei novamente e olhei para frente, minha avó n?o estava lá, ent?o aproveitei para descansar um pouco.

  Até que o ch?o come?ou a tremer e eu ouvia vir na minha dire??o um... Rugido?

  Olhei para a frente e um crocodilo gigantesco... Ele tinha por volta de seis metros, essa monstruosidade veio em minha dire??o, eu rolei para o lado desesperado, esquivando por pouco... O que fazer?

  Antes que eu pudesse pensar, o animal veio e me atacou, e eu me esquivei por pouco, ainda caído no ch?o, estávamos a quilómetros afastados de civiliza??o, a única que poderia me ajudar era minha vó, mas eu duvidava daquilo. Ele me atacava insanamente, levei um golpe poderoso de seu rabo, batendo com tudo em uma árvore, os pesos dificultavam tudo, enquanto minha testa sangrava. N?o era possível pensar contra esse ser que só queria me matar, eu desviava sempre quase sendo acertado, tentei desferir um soco, mas parecia que eu bati em uma parede, sua pele era t?o dura e t?o resistente que uma katana teria dificuldade em cortar, algumas até quebrariam!

  O animal tentou me morder, mas eu desviei e ele mordeu uma árvore, a derrubando... Aquilo era incomparável, pela primeira vez, meu oponente poderia...

  Me matar....

  Arregalei os olhos entendendo a situa??o e rastejando para longe, n?o poderia criar estratégia nenhuma, já que eu n?o era capaz de ferir ou de fugir... E agora?

  Meu corpo já estava cansado, e minha vis?o suja de sangue e poeira, estava quase perdendo a consciência. Mas depois de um golpe, fiquei sentado frente ao monstro da natureza, cansado, com os pesos presos a mim, sem estratégia e no meu limite... Meu combate lógico que eu aprendi até agora n?o funcionava... Espera!

  Me levantei com dificuldades e pensei na minha avó, ela era imprudente e fazia as coisas sem pensar, diferente do meu av?, ela ia sem nenhuma amarra para um combate, ent?o eu tinha que jogar meu combate lógico.... Fora?

  O animal ataca novamente e eu me abaixo, sua enorme cabe?a ficou sobre mim, e eu o empurrei com todo meu corpo, e pude fazer ele recuar levemente.

  Sorri, abri um sorriso grande e arregalei os olhos, olhando para o animal eu percebi que tinha que jogar tudo que aprendi fora naquele momento, eu ri alto, meu riso ecoou pelo local ali, assustando alguns animais, era a primeira vez que eu ria, e era de mim mesmo, minha situa??o era... Engra?ada?

  Eu n?o posso fugir? Dane-se,

  N?o posso vencer? Dane-se!

  Que se dane tudo, eu preciso abra?ar a insanidade de n?o pensar contra algo desse tamanho? Tá bom ent?o, vamos lá!

  O crocodilo veio com tudo com sua enorme boca aberta em cima de mim, eu pude fazer ele morder um cipó de árvore que eu peguei, quando me abaixei.

  Você gosta de morder n?o é? Coma isso!

  Passei o cipó pela boca dele e subi em sua cabe?a, me segurei com tudo o amarrando como um cavalo, ele se batia comigo em cima, mas eu apenas sorria e aproveitava o momento insano, eu o fazia girar com meu peso corporal e o cipó, quem diria que eu teria que chegar nesse ponto para sobreviver? Fiz o animal parar de girar, ent?o avan?amos em cima de várias árvores, derrubando várias em cima de nós, eu estava sangrando e quase perdendo a consciência, mas n?o podia deixar de aproveitar o momento divertido?

  Batemos em várias pedras, árvores, rodamos e tudo que era possível, a gigante for?a da natureza finalmente cansou, e caiu ... é só isso? criatura fraca!

  Pensava isso, mas logo acompanhei ele e cai com for?a no ch?o, desmaiado, com fome, sede, cansado, ferido. Totalmente esgotado.

  —Nunca pensei que você poderia fazer isso, Akira....

  Minha vó tinha visto tudo, e me segurou em seu colo, com um sorriso grande e orgulhoso, parece que era aquilo que ela queria que eu aprendesse com aquela luta insana. Ela me levou de volta para casa e tirou meus pesos, quando minha família me viu, minha vó foi fortemente repreendida pelos meus pais e meu av?, o treino dela fez eu dormir por três dias, quando acordei lá estava ela me esperando.

  —Dormiu bastante n?o é?

  O seu sorriso denunciava que ela queria me levar novamente para aquele inferno, mas se é lá que eu preciso ir para me desenvolver, ent?o que seja!

  E foi assim durante dias, meu corpo de crian?a precisou se desenvolver e se adaptar a aquela insanidade diária, ent?o aumentei minha for?a ganhei uma leva defini??o muscular, meu cabelo cresceu, meu instinto de sobrevivência se aprimorou drasticamente, meu raciocínio ficou mais rápido, e eu subi mais um degrau de poder conquistado!

  —Ei Akira, vamos voltar!

  Disse minha vó, depois de eu sair de mais uma luta contra o animal que eu brigava diariamente, voltamos para casa e vi:

  Arthur, Zoe, seus pais e minha família, e eles gritavam:

  —Feliz aniversário!

  Eu estava completando dois anos, um ano se passou voando enquanto eu treinava com a ela, eu mal percebi os dias correndo enquanto eu ficava mais forte, n?o posso me igualar aos meus amigos prodígios, mas eu pude subir na minha escala de poder. Ent?o eu sorri.

  —Obrigado!

  Pude dizer minha primeira palavra completa, pela primeira vez... Muitas surpresas me aguardam, vou viver elas, uma por uma!

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